quinta-feira, novembro 1
A conversa versava sobre o jornalismo e o sem número de mentiras que eram publicadas. Eu comentava com ele que me divertia a ler as entrevistas e reportagens sobre a minha prima P e assinalava os erros (sendo ele o namorado da minha prima P, também actor).
O local era o velório do meu avô, este fim-de-semana. Lá estava ele deitado na sua paz mesmo à nossa frente.
E eu lá continuei "Para a semana vou ser entrevistada". "Vais? Onde?", perguntou curioso. "Na Antena 1, pelo Pedro Rolo Duarte", disse orgulhosa. "Porquê?", indagou. "Olha, por causa de blogs". E a temida pergunta seguiu-se "Qual blog?". "Eu digo mas baixinho e depois de te dizer o nome tu vais perceber", respondi a olhar para as minhas tias do outro lado da sala. "Lésbica: simples ou com gelo". Ele deu uma gargalhada sonora e eu fiquei à espera que o meu avô se levantasse, me desse um estalo e dissesse "a menina tenha juízo"!
Para informações mais pormenorizadas sobre a entrevistas, tenho a certeza que a AR se irá chegar à frente com a informação.






"A verdade é que quem experiementa outro lado (o lado gay), já não volta!"




Ir ao ginecologista é uma tortura daquelas chinesas. A posição fantástica de "perna aberta" naquela cadeirinha, deixa-me com ataques de ansiedade durante uma semana. Mas a minha parte favorita é o questionário... Começa com a pergunta sobre a idade, se se tem relações sexuais e se sim que contraceptivo se usa. Ora, é aqui que começam os problemas. A primeira vez que fui ao ginecologista, aos vinte anos, respondi que não usava nenhum e o senhor doutor resolveu dar-me um sermão que durou toda a consulta (inclusive quando estava na referida posição). O discurso abordou, entre outras, a hipótese de um dia aparecer ali com a minha mãe para fazer um aborto! Blá, blá, blá... Decidi desde então não ocultar mais a minha orientação sexual. E foi a loucura! Já tive de tudo! Devo andar a acertar nos melhores!


