O passado que me bateu à porta!

terça-feira, agosto 1

Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida eu vou te amar
A cada despedida eu vou te amar
Desesperadamente eu sei que vou te amar
E cada verso meu será
Para te dizer que eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida
Eu sei que vou chorar
A cada ausência tua eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que essa ausência tua me causou
Eu sei que vou sofrer
A eterna desventura de viver
A espera de viver ao lado teu
Por toda a minha vida.

António Carlos Jobim / Vinicius de Moraes

Porque hoje dei de caras com esta letra, porque me puxou para um alguém onde gostava de regressar (não sei por quanto tempo, nem se chegando lá não voltaria embora a correr), porque foi a pessoa que talvez mais tenha amado e consequentemente a que mais magoei.

- Desculpa-me tu se conseguires. Eu tenho tentado!
- Já deixou de doer? Já deixei de te doer? Aqui a dor acabou!
- Tenho pena de não conseguirmos ter uma amizade, mas como poderíamos? Se nem no amor uma relação foi conseguida!

Eu sei que sou uma mentecapta relacional, uma besta em constante fuga de mim, das dependências, das unidades, e claro, de ti, e possivelmente de todas as outras que cruzarem o meu caminho… Mas acredita que nunca pensei que pudesse fazer-te tão mal (mas duvido que soubesse fazer diferente, algo em mim cega, torna-se uma questão de sobrevivência)!

Resta-me o tão sórdido: Desculpa-me!

4 comentários:

Anónimo disse...

Não sei se gostas de ouvir Maria Betânia, ela canta este poema e é de facto lindo ouvi-lo cantado por ela. Como muitos outros.
Fica feliz

AR disse...

Não conheço a versão da Betânia de facto, mas vou ver se trato disso... Obrigada pela sugestão!

Anónimo disse...

É porque como dizia um outro de nome Vinicius de Moraes " o amor é eterno enquanto dura"

Anónimo disse...

É que também como dizia um tal de Vinicius de Moraes " o amor é eterno enquanto dura " ...