Complicadas Nós?

quarta-feira, outubro 10

Conversa ao jantar com amigas lésbicas sobre casais homo versus casais hetero:

Eu – Conheço casais straights em que depois de casados vivem uma vida familiar com crianças, em que os papéis tradicionais do homem e da mulher são cumpridos à risca como no tempo dos nossos pais. Estilo: ela fica em casa com os filhos e ele vai com os amigos e sócios para clubes de striptease. Coisa que nunca teria imaginado quando as conheci solteiras…
Amiga – Não me parece mal, imagina teres o casamento perfeito, em que o único senão seria deixares o teu marido (neste caso a tua mulher) ir uma vez por mês a uma casa de strip, ter um caso pago com uma Sr.ª da casa…
Eu – Teria mesmo de ser o casamento perfeito…
Amiga – Imagina que não te fizesse confusão alguma. Gostas dele ou dela, e ele/a tem uma panca por stripers e assumes isso e dizes-lhe. “Olha uma vez por mês a noite é tua”.
Eu – Não estou a entender onde queres chegar?
Amiga – Para um casal hetero seria simples, o marido ficaria feliz e talvez a mulher também, pelo menos tolerava de forma leve. Agora imagina o mesmo discurso numa relação lésbica.
Eu – Como assim?
Amiga – Dizias tu para a tua mulher, que amas e que sabes que tem uma panca por stripers: “Olha uma vez por mês a noite é tua”. Achas que ficaria por aqui? Ela feliz com a sua noite e tu em casa a curtires a tua? É que nem penses… Ela responderia logo que: “Se me deixas ir é porque já não me amas, ou porque tens outra, que já não queres saber de mim, etc.”

Conclusão, somos umas complicadas, emocionalmente exigentes, nada pode ser simples…

17 comentários:

Miguel F. Carvalho disse...

acho que isso acontece também nos casais hetero... não vejo assim tanta abertura como pareces fazer crer... e não lhe chamaria casamento perfeito mas sim demasiado liberal...

CB disse...

Bom, com este discurso estás a querer dizer-me alguma coisa?!? Eheheh
Olha, uma vez por mês, a noite é tua!
(Pode ser que nos encontremos na mesma casa de strip!)
;P

Cosmopolita disse...

Acho que os comportamentos e inseguranças numa relação são individuais, não têm nada a ver com o ser-se lésbica, bissexual ou heterosexual, ou ser-se homem ou mulher.

Têm a ver com o carácter, gostos, inseguranças intrínsecas ou extrínsecas resultantes de razões válidas na vivência de outras relações.

A liberdade individual em qualquer relação afectiva, seja ela de casal ou não, é imprescindível, a meu ver, para se ser feliz e não pode nem deve ser anulada pela presença de outra pessoa na nossa vida.

Quanto a mim um casal perfeito não tem nada a ver com essa concepção retrógrada, antiquada e machista de "ir uma vez por mês a uma casa de strip, ter um caso pago com uma Sr.ª da casa". Porquê uma vez por mês? Porquê a uma casa de strip? Porquê para pagar a uma puta para ter sexo, que se calhar não faz em casa?

Para mim um casamento perfeito tem a ver com o facto de as duas pessoas num casal se amarem, se respeitarem, se preservarem, se quererem bem, se desejarem, se entenderem sexualmente, se sentirem seguras e suficientemente livres de forma consensual para preferirem estar em casal do que separadas.

Estou portanto de acordo com o Miguel F. Carvalho e achei imensa piada à CB! Porque se fosse comigo era de certeza numa casa e strip que nos encontraríamos fora de casa! :)

DUCA disse...

Não há casamentos perfeitos porque não há pessoas perfeitas e as pessoas nunca agem sempre da mesma forma.

Se hoje eu posso achar que a minha companheira não tem nada que ir a uma casa de strip sem mim, amanhã posso pensar de outra forma.

De qualquer modo, este post dá muito pano pra mangas, já que fala de fidelidade e infidelidade.

Depois, não deixa de ser interessante que quando se fala no casal heterossexual se parta logo da permissa que o "infiel" que vai uma vez por mês ao strip seja sempre o homem e não a mulher.

Enfim, a fidelidade é uma invenção que se entranhou demasiado na nossa cultura e, para além disso, em muitas situações é uma grande hipocrisia porque na cabeça de muita gente ciumenta ou possessiva há esta ideia: "Eu posso, tu não podes!"

DUCA disse...

Acrescento ainda que não somos só nós, lésbicas, as complicadas. Os gays e os heterossexuais também o são.

"Tu queres ir, eu não quero, portanto, vais, só que eu vou ficar a roer-me de ciúmes com medo que tu tenhas uma aventura."

Isto, passa-se na cabeça de toda a gente.

Portanto, apesar deste post falar da liberdade de cada um fazer o que lhe apetece enquanto numa relação de casal, esta questão está obrigatóriamente ligada à questão da fidelidade e infidelidade.

Cosmopolita disse...

Não concordo bem contigo Duca, esta questão pode ter ou não a ver com a infidelidade. Pode ter muito a ver com insegurança, como já disse, com desejo de posse e de controlo, com medo da perda ou da solidão, com tantas coisas mais...

No entanto a fidelidade também não é uma invenção e pode ser física e/ou de cabeça.

O desejo de quebrar a monotonia, de flirtar, de viver aventuras leves e inconsequentes, a atracção física e/ou intelectual por outra pessoa, a necessidade de auto-validarmos a nossa capacidade de sedução, de ultrapassarmos problemas do quotidiano, pode ou não ser levada à prática por muito que o desejo de o fazer seja forte dentro de nós.

Aí é que vão jogar um papel importantíssimo o amor que se tem ao nosso parceiro, o que se construiu e viveu em comum, a solidariedade para com ele, a incapacidade de se quebrar a confiança que ele deposita em nós e, necessariamente, o haver com o nosso parceiro ainda um amor de casal e não apenas uma amizade.

Wonder Woman disse...

está tudo muito bem mas é assim que começa a procriação dos macaquinhos na cabeça, por muita confiança que haja!

Uma vez nao são vezes mas fazer disso uma rotina mensal tá fora de questão!

perfeito perfeito só no anuncio da superbock!

Baby Blue Eyes disse...

Fizeste-me soltar uma gargalhada com este post.

nippycaos disse...

olha mas não mexe :))

acho k o mal é k depois ia obrigar-me a malhar pra ficar como as strippers,

mas não me parece k venha a ter esse problema, de certeza k iamos juntas para o debuche eheh

Pedro Almeida disse...

Só dão é trabalho as mulheres...raça complicada! :-)

Viz disse...

Desculpem moças,
eu concordo com o Pedro A.,
raça muuuuuuuito complicada, nunca são satisfeitas!!!!

Anónimo disse...

Que post mais moralista!
Completamente em desacordo.

MC disse...

depois de ela responder “Se me deixas ir é porque já não me amas, ou porque tens outra, que já não queres saber de mim, etc.” dizia de certezinha, "vamos falar sobre isso". falar, falar, falar, é só complicações! aí concordo com o pedro almeida e com a viz a 100%.. "bichos" muito complicados, chiça!!

calvinn disse...

Estereotipo . Há tantas e tão boas excepções. Cada relação é um caso sejam 2 homens 2 mulheres ou um casak heterossexual. Mesmo a 3 as coisas nem sempre funcionam da mesma forma. Acho que podias repensar a tia maneira de ver as coisas:)

nippycaos disse...

era mas é tudo na rambóia, se gostas tou ctg, se gostas muito vamos todas juntas!
se no me kieres asi, pues nada

por mim k vá ver e k aprenda bem pra fazer pra mim :)

( comment já com alcool, e capacidade de justificar lol lindo)



ps: esta da verificaçao de palavrsas...

Neo disse...

E irem os dois a um club de strip? Isso é que é!

(Sejam homo ou hetero!)

shane disse...

ser fiel? com o corpo e a mente estar c outra pessoa, ser fiel com a mente e partilhar o corpo? as posiçoes radicaes a este respeito estao condenadas ao fracasso. nunca se sabe o q o futuro tras....