Igualdade!

segunda-feira, janeiro 7

Uma segurança de um clube nocturno Gay, em Inglaterra, vai ser indemnizada em 6.000 £, por ter sofrido descriminação relacionada com a sua sexualidade. Tornando-se no 1º caso da justiça britânica sobre descriminação por orientação heterossexual.

Ao ler esta notícia não pude deixar de esboçar um sorriso. Por cá nem a descriminação laboral com base na orientação homossexual é falada, quanto mais a heterossexual.

Além de que a descriminação que a Sr.ª sofreria por cá seria provavelmente vinda de amigos e familiares por trabalhar num Clube Gay.

6 comentários:

Druiel disse...

É certo de que as coisas em Portugal estão longe de ser como em Inglaterra. Seja como for, não creio ser ainda tanto assim, embora ainda acontença, é porventura em menor número que os homossexuais são hoje em dia descriminados peloa familía e amigos.
As familias estão cada vez mais tolerantes, para com os seus membros Gay.

Quanto a Inglaterra, também lá, ainda se coloca um filho/a fora de casa por ser homossexual.

Pelo que vejo e sinto, a sociedade já é, já está muito mais tolerante do que o Estado.

Mas essa é a minha opinião.
bjs
Druiel

Amelia disse...

Chama-se revolução silenciosa..., mas pouco a pouco isto vai. Mas sempre em esforço e com algum suor, sangue (uma vez por mês na secção das lésbicas) e lágrimas (aqui os boiolas são campeões).

Minerva disse...

Ainda temos um longo caminho pela frente... devagar, devagrinho, mas não parado!

Noivo disse...

devagar, com calma, as coisas vão mudando....

Um outro Olhar disse...

De Pt a Uk, não é só a distância Kmetrica que nos separa em termos de direitos vs deveres dos LGBT.

Existe de facto muito a fazer por parte dos Srs que estão na AR( não és tú AR, descansa)...

No novo CC consta já, menção expressa em termos penais os crimes que tenham por base o ódio ou o seu incitamento, tenso por base a orientação sexual da vítima.

Pelo menos há un instrumento que temos à nossa disposição...

Mas há muito por fazer, lá isso há...

ES

Cosmopolita disse...

Minha cara, estou convencida que a descriminação sexual, na maioria dos casos, não tem tanto a ver com o facto de se ter esta ou aquela orientação sexual, mas com o facto de se ser mulher.

No mundo laboral, a regra é, como no Bolinha e Luluzinha, "Clube onde menina não entra", sobretudo no que diz respeito a cargos de direcção e administração e, nisso, os homens são duma solidariedade inigualável. A este propósito já fiz um comentário num post do Limão Cascudo.

O que me faz mais impressão a mim, é que sejam as mulheres, na sua maioria, as maiores cúmplices deste processo, tal como o são na manutenção e perpetuação do machismo.

Tenho, no entanto e apesar do que digo, uma certa curiosidade em saber se a deliberação do tribunal teria sido a mesma, no caso que referes, se a descriminação tivesse sido relativa a uma orientação homossexual...