O Manual "Certo".

sábado, fevereiro 23



A propósito da vida e de quem está nela, de quem se cruza connosco e porquê, das reflexões que fazemos acerca disso, dos momentos, do sentido, da falta dele e das conclusões que nunca são permanentes, apetece-me dizer que tudo faz sentido.. mesmo que não pareça.


As amizades que tenho feito nos últimos tempos, quando menos se espera (e esta também é para ti, AR), as pessoas que se cruzam só por momentos e as quais não fazem idéia do peso que em nós tiveram ou daquelas que estiveram muito tempo e depois desaparecem como que por magia, trazem o sentido à vida de todos os dias.


Cada vez me sinto menos parte de um grupo ou "gueto" de rótulos certos e realidades estanques. Os meus pais são católicos e vão à missa, o meu irmão também, a minha irmã nem tanto, o meu cunhado não queria que o meu sobrinho pequeno fosse baptizado em bebé, e eu fiz questão de ir à primeira comunhão do mais velho tal como ao seu aniversário no benfica. A minha melhor amiga não percebe nada de arte, gosta dos mesmos filmes que eu. Adoro a praia e o meu avô nunca pôs os pés na areia até morrer. Adorava que ele ficasse à nossa espera "lá em cima". A minha melhor amiga é lésbica, o meu melhor amigo é hetero...


Há pessoas que não sabem hoje o importante que são, por aquilo que são ou foram, sem tirar nem pôr! Há coisas que fazem sentido porque não têm sentido. Nos amores e paixões é igual. Este texto vem a propósito de reflexões sobre estereótipos e idéias sobre o que está bem. Nem tudo está escrito num manual "a maneira certa de viver". Somos todos tão diferentes! Prometi a uma pessoa que escreveria um post para ela um dia (porque este blog é exemplo vivo disto). Cá está ele!

18 comentários:

Noivo disse...

umas passam por nós e nem dá-mos por elas, outras, é difícil é não lembrar delas.

Isa disse...

Tchin-Tchin!

Poppie disse...

Essa tua descrição sobre as diferenças que encontras nas pessoas que te rodeiam fez-me imediatamente pensar numa frase que li há pouco tempo e da qual gostei imenso: “É um erro pensar que só podemos ter afinidades com as pessoas que se assemelham a nós…” (André Béteille)
Dscp a invasão...

Acid Pig disse...

Somos todos diferentes... ou pareceriamos saidos de uma linha de montagem! Gostei do Post :)

Estrelaminha disse...

Excelente post que "dava pano para mangas".
Todos os seres que queremos são importantes,os que não queremos por vezes também deixam as suas marcas.

GinjaNinja disse...

Concordo muito com essa visão anti-gheto:)Acredito muitíssimo na diversidade e de que todos mudamos e nos transformamos. Todos ganhamos na partilha consciente, honesta e algo desinteressada de experiências. bjs

atum (ou sc) disse...

por estar a passar por uma quebra que teve precisamente a ver com diferentes noções de como se mostra que uma pessoa é, ou não, importante para nós, este post sensibilizou-me.

*

H4rdDrunk3r disse...

é essa sensibilidade para perceber as diferenças que falta a muito (boa?) gente. Gostei dessa tua lucidez.

Gostei pois =)

Lover disse...

"A propósito da vida e de quem está nela, de quem se cruza connosco e porquê(...)" esta tem sido uma das minhas mais frequentes reflexões, mas ainda não consegui passá-la para o papel (neste caso para o blog)...gostei muito e partilho destas ideias ;) mais uma boa ajuda para me inspirar ;)por estas e outras coisas, sem entendermos bem "porquê" nos vamos cruzando na vida uns dos outros, ainda que em blogosferas! :)

Anónimo disse...

Olá... descobri o vosso blog e gostei muito. Mas, tenho uma pergunta (e desculpem a ignorancia)
o que é uma pessoa simples ou com gelo?

Obrigada e continuem

bj
Atrov

água disse...

...estamos todas com sentidas :)
um beijo
ana

ideiafraka disse...

Adorei o post....
lindo mesmo!
Sua visão do "todo" é simplismete fantástica...
adoro as palavras q de modo sensível vc articula formando frases capazes de nos tocar.

Parabéns...

bjo da Déia...

Alice disse...

simplesmente amei seu blog!
espero que não se importe se eu virar freguesa!

Bjos.

Baby Blue Eyes disse...

Fabuloso!!

Memory disse...

Fantástico post.

Um abraço

Gustavo "Che" Gouveia disse...

oh minha amiga, eu ando a concluir aos poucos que não h+a maneira certa, e façamos o que façamos os resulados são invariavelmente os mesmos... morremos anyway, eheh

Amelia disse...

O bom da coisa é a heterogeneidade dentro do equilíbrio. Os guetos já não fazem sentido...

Lápis-lázuli disse...

Noivo: É isso mesmo.

Isa: Thanks!

Poppie: Essa é mesmo uma das mais bonitas aventuras da vida.

Acid pig: Seria tão chato! obrigada.

Estrelaminha: Chegaste lá! É mesmo isso, e nós tb deixamos marcas e por vezes nem sabemos. :)

Ginjaninja: obrigada, também acho.

Atum: a melhor maneira, quanto a mim é estar lá...

h4rdd..: Muito obrigada pelas tua palavras... :)

Lover: fico feliz por contribuir para essa inspiração. Sim é verdade, tb aqui nos cruzamos! beijos.

Anónimo: é uma maneira de dizer que somos tod@s diferentes, como as bebidas. Lá está a diversidade outra vez!

Água: :)

Ideiafraka: Tb adorei o seu comentário. Obrigada pelas suas amáveis palavras.

Alice: por favor, vire freguesa!!!

BBE: Obrigada. também adorei o post no teu blog "o amor é uma coisa, a vida é outra", mas não consegui postar um comentário. Fica aqui registado!

Memory: Mais um obrigado sincero.

Gustavo: só há uma maneira certa: sermos fieis a nós próprios em cada momento.. o resto...

Amélia: cada vez há menos espaço para guetos e ainda bem.