Teresa e Helena - Indeferido

quinta-feira, março 1

Já há desenvolvimentos sobre o caso de Teresa e Helena. O Tribunal da Relação já proferiu o acórdão que se pronuncia pelo indeferimento (como não podia deixar de ser) da pretensão das Sr.ªs para contrair matrimónio.

Fica aqui o link para o blog do Dr. Luís Grave Rodrigues (O Advogado do Diabo) onde tudo está bem explicado.

Eu sei que às vezes os meus neurónios demitem-se da sua função e eu não consigo compreender as coisas mais simples da vida, desta vez eu não consigo compreender a lógica do acórdão:

“Com fundamentos, afinal, muito simples:
- Na ordem jurídica portuguesa a norma do artigo 1.577º do Código Civil está conforme os princípios constitucionais;
- O casamento não é a única forma de constituir família.”

Como de Sr.s Dr.s juízes se trata, vou presumir que os meus neurónios entraram em greve novamente…

Mais uma vez às protagonistas desta batalha e ao seu advogado um obrigada!

15 comentários:

Jotinha disse...

A guerra continua! Estamos cá para o que der e vier...

wind disse...

Ar eu sou contra o casamento seja qual for a opção sexual de cada pessoa.
Agora talvez vá ser um pouco rude, mas sou sincera.
Já há a união de facto para todos.
Acho que essas senhoras só quiseram publicidade para o lado delas.
Entre tantos casais que há mais ninguém falou, ou vão a Espanha ou ficam simplesmente pela união de facto que lhes dá o mesmo direito.
portanto, acho que isso dessas senhoras é tudo uma fantochada e o advogado só quer dar nas vistas.

Jotinha disse...

Discordo Wind! Também eu não pretendo casar, no entanto não recrimino quem tem esse valor como algo a atingir!
Não deixa de ser verdade que o advogado quer protagonismo, faz parte...Fica bem!

DUCA disse...

Wind

O casamento existe e, independentemente de se ser a favor ou não do mesmo, deverá ser uma opção para todos aqueles que o desejam celebrar.
Não há como fugir a esta questão de princípio tão simples e que tem a ver com a liberdade de cada um.
Eu não me quero casar, mas há quem queira.
Também entre os heterossexuais há quem viva junto uma vida inteira sem desejar casar-se, mas existe a possibilidade para quem o deseje.
A possibilidade de duas pessoas do mesmo sexo se casarem deve existir, mesmo que sejamos desfavoráis ao casamento seja de quem for.
Portanto, as Teresas, as Helenas e os advogados como Luís Grave Rodrigues são necessários por serem pioneiros e, há que os acarinhar.
Em todas as lutas existiram sempre os pioneiros que, geralmente, até são os primeiros a serem sacrificados, mas se a sociedade evoluí é também devido a eles.

DUCA disse...

Errata

No quarto parágrafo onde se lê "desfavoráis" deve ler-se "desfavoráveis".

quem? disse...

parece-me é que me linkaste no sítio errado...;)

indigente disse...

a mim tambem... já agora no b
;)

Paula disse...

A mim parece-me no minimo razoavel, a decisao das senhoras, o que não me parece razoavel, é a indiferença, que questões como esta, possam causar a todas e todos que querem respeito e direitos em relação á sua vida pessoal e depois acham que isto é tudo uma fantuchada??!!
Obrigado Teresa e Helena.
Obrigado Dr Luis Grave Rodrigues.
Obrigado Duca pela cabeça arejada!

Strada disse...

Gostei do nome do teu blog =)
Felicidades

wind disse...

Aos outros borrifei, só respondo a jotinha e Duca:Respeito a vossa opinião:)

Paula disse...

Wind, não stresses, afinal é tudo uma questão de respeito!!
Estás a ver como tu sabes!
Besos!

Jotinha disse...

Grata Wind, é assim mesmo. :o)

The City Lights disse...

Ola equipa da Lesbica, e em especial AR.

Peço desculpa pela minha ausencia durante uns tempos....mas tive de "me organizar"!
Sei que ja la deste um pulinho ao meu "novo" look.....e ca estou eu a retribuir a visita!

Mais uma vez parabens AR, consegues ser divertida a 100%, colocar o pessoal todo a rir....literalmente....mas tens tambem a capacidade de colocar e de tocar em pontos chave e sensiveis como este!

O casamento homossexual para mim, é importante por um lado e banal por outro.....é importante pois se vivo uma vida inteira com uma pessoa, se construo uma serie de coisas com ela....é obvio que considero que sao as "nossas" coisas......no entanto se acontecer alguma coisa á minha cara metade....obviamente as coisas podem mudar de figura!
Felizmente existem inumeras maneiras de ultrapassar essa questão......e de nos salvaguardarmos de parte a parte....porem.....nem tudo sao um mar de rosas....mas isso ja nao depende de um mero papel assinado...tipo contrato...depende da mentalidade e da formação das pessoas e da propria sociedade!

Claro que nao condeno quem se queira ou nao queira casar.....daí a palavra liberdade.....e se nao quero...nao gosto....nao admito que me julguem por o que quer que seja....porque o faria??
Sim....nuestros hermanos estao mais avançados nessa materia do que nós....avançados no termo de "verbalizar"/materializar uma união....porque continuaremos a viver desta forma....a ter relações curtas ou longas....como qq pessoa!

Desculpa se me alonguei....Bem Hajas por seres assim....com uma mentalidade e maneira de estar.....espectacular!
;)

Boa semana

Grace disse...

Mas como é que vos escapa a todas a questão fundamental detrás deste caso? Nem a Teresa, nem a Helena nem o Dr, Luís Rodrigues é protagonista nesta história! Depois de um ano de atenções sucessivamente desviadas para assuntos paralelos do quotidiano dos portugueses, o verdadeiro protagonista desta história continua a ser relegado para terceiro plano: é a igualdade plena de cidadãos! Queiram duas pessoas casar ou não, unir-se ou não... estão sempre plenamente garantidos os direitos de quem pode, e não de muit@s que querem Logo, não estão garantidos os direitos de todos, e é isso que importa: seremos tod@s iguais perante a lei, todos cidadãos de plenos direitos, em vez de cidadãos de primeira e segunda.

AR disse...

Indigente:
Desculpa a linkagem, já te mudei de sitio!

Quem:
Se me disseres onde te queres linkado eu altero a coisa...

The City Lights:
Welcome back girl, já tinha saudades tuas!

Grace:
Poucos o dizem melhor que tu! Right on!

Strada:
Obrigada em nome de nós tod@s!

Às restantes:
Um beijo!