
Cada qual tem o direito de trilhar o caminho por onde deseja seguir, respeito esta premissa na sua totalidade.
Porém as relações desabam à minha volta pelo motivo que me parece ser “the flavor of the month” - não assumir a própria homossexualidade.
De repente descobri que no meu “mundo” as pessoas com quem partilho confidências, copos, noitadas e desgostos optam por ocultar, até mesmo daqueles que supostamente lhes são mais próximos, a sua orientação sexual.
Em pleno século XXI somos modernas, bem sucedidas, inteligentes, bem de vida e desempoeiradas, mas no fundo continua a reinar o Medo, a Angústia, a Culpa, a Depressão, a Ansiedade e a Vergonha.
O problema de tudo isto, é que para os que decidiram trilhar um caminho diferente, para tornar o seu “mundo” coerente consigo próprios à custa de muito sangue, suor e lágrimas, não conseguem viver com todo este mutismo dentro da sua vida.
É como regredir a um tempo em que a nossa identidade ainda não estava formada, que ainda não éramos suficientemente livres para sermos nós próprios.
Aprendi, como provavelmente alguns estarão a aprender neste momento ou talvez amanhã, que o AMOR não é suficiente para esquecermos os ideais que fazem de nós o que somos, e se estivermos com alguém que se recusa a caminhar em breve estaremos sós algures neste percurso incerto porém coerente.